domingo, 27 de fevereiro de 2011

Meu gozo?

Meu gozo?
...não sou gozo de surgir de repente, de simples explosão. Não, seria óbvio e simples demais. Nao sou o esteriótipo do que se faz . Sou gozo quando olho querendo, sou gozo ao tirar a roupa, em descontrolar pudores, ao falar no ouvido baixinho, ao beijar suores, em alimentar arrepios, cheirar prazeres. Intensificar sentidos.

Não o gozo comum, simples, que surge quase sempre antes do tempo, como um pretensioso Big Bang qualquer. E booom.....

Não, Eu o lapido, eu o gemo, eu o misturo. O gozo é plural, é conjunto, é não gozar só. Eu o faço acontecer, gozo não surge, é principio e meio e não fim. É continuidade, é repetiçao, é gozo de tempo certo, é gozo de tempo inteiro, é gozo de noite adentro, é gozo de madrugada afora!

Meu gozo, não é só gozar...


Meus instantes Meus Momentos

Inscrição para uma Lareira

Inscrição para uma Lareira


A vida é um incêndio: nela
dançamos, salamandras mágicas
Que importa restarem cinzas
se a chama foi bela e alta?
Em meios aos toros que desabam,
cantemos a canção das chamas!

Cantemos a canção da vida,
na própria luz consumida...


Mário Quintana

Mate minha sede!!!

Mate minha sede!!!

Por que minha sede nunca se sacia?
Tenho sede de você de manhã, a tarde e a noite
Sempre quero mais, não importa a estação
Todo dia é dia de sentir prazer
Desfrutar da sua natureza de másculo
Desejo você
Quero ti possuir,
Quero tirar você do sossego
Tenho fantasias a realizar com você
Não pode demorar, não agüento esperar
Quero ti pegar na cama dormindo
Bem de manhã
E poder abusar de você
Tirar de você o que há de bom: seu leite
Nem que seja preciso lambuzar meus dedos,
Adoro leite no café da manhã
Após o almoço, quero sobremesa
Pode ser sobre a mesa de sinuca, a mesa de canto, a mesa do escritório
Só não pode faltar sua presença
Eu sem você sou como
Uma princesa sem seu castelo

Dá pra viver sem, mas a história não fica a mesma
E a noite deixo você preparar o jantar
Você pode fazer com bastantes beijos calientes
E colocar suas mãos no meu caldeirão
Mexê-lo, mexê-lo até meu caldo ferver

Sobre você
Sei que você gosta dele borbulhando.


Gosto do seu gosto, porque sei que só você
Sela minha boca pra ela esperar por mais leite até amanhã.

Hoje eu quero...

Te agarrar, te lamber
Te beijar, até perder o ar
Quero falar safadezas no seu ouvido
Te quero deitada, ao meu lado
Te quero nua, pedindo meus carinhos
Quero aquecer-te as partes intimas
Quero ser seu homem
Te encher de tesão
Quero te deixar com sede
Te deixar com fome de mim...
E depois, quero saciar toda tua vontade!

VEM...

Vem, vou tirar sua roupa
Lamber cada parte do seu corpo
Sentir sua xaninha fervente e úmida
E seu “tesinho” quente e apertado

Vem, vou fazer você entrar em êxtase
Enquanto me delicio com o seu doce
Fazer você gemer baixinho
E gozar deliciosamente em minha boca

Vem, vou te dar meu "menino"
Firme e latejante
Você vai poder fazer com ele o que quiser
Colocar na boca, lamber, chupar,
Se deliciar com o meu leite

Vem, vou te colocar de quatro
Enterrar meu mastro na sua “menina”
Depois na sua bundinha,
E vou ficar ali, até que nós não aguentemos mais
De tanto gozar

Nos amando!

Nos amando!


Nossos lábios se encontram,
Em beijos apaixonados.
Corpos se esfregando,
Nos deixando arrepiados.

Tiramos as roupas bem devagar,
Eu as suas e você as minhas,
Nos despindo por completo,
Sem medo de se entregar.

Suas mãos percorrem meu corpo,
Fico ainda mais excitado,
Deito-te na cama e te beijo inteira,
Fazendo teu corpo ficar todo molhado.

Me aproximo da “menina”,
Te fazendo delirar,
E ali fico,
Até vê-la gozar.

Com seu gosto em minha boca,
Volto a te beijar.
E com nossos corpos unidos,
Continuamos a nos amar!

Quero teu sexo...

Quero teu sexo tocar,
Sentir,
Lamber,
Chupar.

Quero teu sexo beijar,
Morder,
Penetrar,
Gozar.

Te desejo, sempre!

Sempre desejo,
Beijar você, lamber você.
Sentir o gosto da sua "menina".
Te colocar de quatro, de pé, de lado,
Te deixar por cima, te deixar por baixo,
De todas as formas,
Desejo amar você,
Penetrar você,
Te fazer gozar,
E gozar com você.

(Filipe San)

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

No corpo feminino...
No corpo feminino, esse retiro
- a doce bunda - é ainda o que prefiro.
A ela, meu mais íntimo suspiro,
Pois tanto mais a apalpo quanto a miro.
Que tanto mais a quero, se me firo
Em unhas protestantes, a respiro
A brisa dos planetas, no seu giro
Lento, violento... Então, se ponho tiro
A mão em concha - a mão, sábio papiro,
Iluminando o gozo, qual lampiro.
Ou se, dessedentado, já me estiro,
Me penso, me restauro, me confiro,
O sentimento da morte ei que adquiro:
De rola, a bunda torna-se vampiro.


Carlos Drummond de Andrade
Deusa da minha tara
Imagino-te em versos

Possuo-te todas as noites... Em sonho...

Tua vagina... Passeio com minha língua...

Esfrega minha cabeça entre tuas pernas...

Choras implorando... Pedes... Chupe-me... Coma-me.

Enfie tudo... Pego-te e penetro meu pênis grosso e ferro em estocada dentro de ti... Berras... Choras de prazer...

Agradecendo...

Meu amor...




(Por Agimau)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Desejo

Desejo primeiro, que você ame, e que amando, também seja amado. E que se não for, seja breve em esquecer e esquecendo não guarde magoa. Desejo pois, que não seja assim, mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos, que mesmo maus e inconseqüentes, sejam corajosos e fiéis, e que em pelo menos num deles você possa confiar sem duvidar, E porque a vida é assim, desejo ainda que você tenha inimigos; Nem muitos, nem poucos, mas na medida exata para que, algumas vezes, você se interpele a respeito de suas próprias certezas. E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo, para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil, mas não insubstituível. E que nos maus momentos, quando não restar mais nada, essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante; não com os que erram pouco, porque isso é fácil, mas com os que erram muito e irremediavelmente, e que fazendo bom uso dessa tolerância, você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você sendo jovem não amadureça depressa demais, e que sendo maduro, não insista em rejuvenescer e que sendo velho não se dedique ao desespero. Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e é preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste; não o ano todo, mas apenas um dia. Mas que nesse dia descubra que o riso diário é bom; o riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra, com o máximo de urgência, acima e a despeito de tudo, que existem oprimidos, injustificados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato, alimente um cuco e ouça o João-de-barro erguer triunfante o seu canto matinal; porque assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente, por mais minúscula que seja, e acompanhe o seu crescimento, para que você saiba de quantas muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo outrossim, que você tenha dinheiro, porque é preciso ser prático. E que pelo menos uma vez por ano coloque um pouco dele na sua frente e diga "Isso é meu", só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum dos seus afetos morra, por ele e por você, mas que se morrer, você possa chorar sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo um homem, tenha uma boa mulher, e que sendo uma mulher, tenha um bom homem e que se amem hoje, amanhã e no dia seguinte, e quando estiverem exaustos e sorridentes, ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer, não tenho nada mais a te desejar.

terça-feira, 13 de julho de 2010

gordinha

Quase ninguém sabe as delícias
Em se amar uma gordinha...
As pessoas, normalmente..
Cheias de preconceito
E orgulho besta...
Perdem esse prato perfeito
De encontrá-la e docemente
E deliciosamente..
Amá-la
A mulher gordinha não tem corpo lindo
Mas o corpo é apenas uma matéria que se esvai
E o homem se apaixona pelo que o seu olhar alcança e gosta
Mas a gordinha, mesmo sem formas bonitas
É doce como um favo de mel,
Tem a textura da pele bem mais aveludada
Mais meiguice..
Mais suavidade..
Na hora de amar, bem mais intensidade
Nos atos do amor..
A gordinha tem mais calor interior
É como um vulcão adormecido..
Que está sempre prestes á erupção..
Até o calor das suas mãos é mais intenso
Como a voracidade dos seus beijos
E a vontade dos seus carinhos caprichados..
A gordinha se entrega totalmente..
De corpo e mente..
Ela ama e aconchega
É mulher, amor,amante,amiga..tudo num momento
Que se eternizam quando apaixonados..
Uma mulher gordinha...
Quase nunca se satisfaz totalmente
E busca sempre mais e mais caricias
Ela é geralmente insaciável
O que a torna mais apaixonante
Ela não precisa se aninhar para aquecer
Ela protege, aquece o parceiro
Ela domina e ao mesmo tempo quer ser dominada
Quer para suprir suas frustrações com o corpo
Ser muito amada
A gordinha é geralmente encantadora..
É como diz o poeta..um vinho adocicado e de primeira
Para se sorver lentamente..

domingo, 20 de junho de 2010

Poema Erótico

Teu corpo claro e perfeito,
- Teu corpo de maravilha
Quero possuí-lo no leito
Estreito da redondilha...

Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa... flor de laranjeira...
Teu corpo branco e macio
É como um véu de noivado...

Teu corpo é pomo doirado...
Rosal queimado do estio,
Desfalecido em perfume...
Teu corpo é a brasa do lume...

Teu corpo é chama e flameja
Como à tarde os horizontes...
É puro como nas fontes
A água clara que serpeja,
Que em cantigas se derrama...
Volúpia de água e da chama...

A todo momento o vejo...
Teu corpo... a única ilha
No oceano do meu desejo...

Teu corpo é tudo o que brilha,
Teu corpo é tudo o que cheira...
Rosa, flor de laranjeira...

Seio de Virgem

O que eu sonho noite e dia,
O que me dá poesia
E me torna a vida bela,
O que num brando roçar
Faz meu peito se agitar,
E o teu seio, donzela!


Oh! quem pintara o cetim
Desses limões de marfim,
Os leves cerúleos veios
Na brancura deslumbrante
E o tremido de teus seios?


Ouando os vejo, de paixão
Sinto pruridos na mão
De os apalpar e conter...
Sorriste do meu desejo?
Loucura! bastava um beijo
Para neles se morrer!

Por decoro

Quando me esperas, palpitando amores,

E os lábios grossos e úmidos me estendes,
E do teu corpo cálido desprendes
Desconhecido olor de estranhas flores;


Quando, toda suspiros e fervores,
Nesta prisão de músculos te prendes,
E aos meus beijos de sátiro te rendes,
Furtando às rosas as purpúreas cores;


Os olhos teus, inexpressivamente,
Entrefechados, lânguidos, tranqüilos,
Olham, meu doce amor, de tal maneira,


Que, se olhassem assim, publicamente,
Deveria, perdoa-me, cobri-los
Uma discreta folha de parreira

Beijo eterno

Quero um beijo sem fim,

Que dure a vida inteira e aplaque o meu desejo!

Ferve-me o sangue.

Acalma-o com teu beijo,

Beija-me assim!

O ouvido fecha ao rumor

Do mundo, e beija-me, querida!

Vive só para mim, só para a minha vida,

Só para o meu amor!



Fora, repouse em paz

Dormindo em calmo sono a calma natureza,

Ou se debata, das tormentas presa,

Beija inda mais!

E, enquanto o brando calor

Sinto em meu peito de teu seio,

Nossas bocas febris se unam com o mesmo anseio,

Com o mesmo ardente amor!...



Diz tua boca: "Vem!"

Inda mais! diz a minha, a soluçar... Exclama

Todo o meu corpo que o teu corpo chama:

"Morde também!"

Ai! morde! que doce é a dor

Que me entra as carnes, e as tortura!

Beija mais! morde mais!

que eu morra de ventura,

Morto por teu amor!

Frêmito do Meu Corpo

Frémito do meu corpo a procurar-te,
Febre das minhas mãos na tua pele
Que cheira a âmbar, a baunilha e a mel,
Doido anseio dos meus braços a abraçar-te,
.
Olhos buscando os teus por toda a parte,
Sede de beijos, amargor de fel,
Estonteante fome, áspera e cruel,
Que nada existe que a mitigue e a farte!
.
E vejo-te tão longe! Sinto a tua alma
Junto da minha, uma lagoa calma,
A dizer-me, a cantar que me não amas...
.
E o meu coração que tu não sentes,
Vai boiando ao acaso das correntes,
Esquife negro sobre um mar de chamas...

Delírio

Nua, mas para o amor não cabe o pejo
Na minha a sua boca eu comprimia.
E, em frêmitos carnais, ela dizia:
– Mais abaixo, meu bem, quero o teu beijo!


Na inconsciência bruta do meu desejo
Fremente, a minha boca obedecia,
E os seus seios, tão rígidos mordia,
Fazendo-a arrepiar em doce arpejo.


Em suspiros de gozos infinitos
Disse-me ela, ainda quase em grito:
– Mais abaixo, meu bem! – num frenesi.


No seu ventre pousei a minha boca,
– Mais abaixo, meu bem! – disse ela, louca,
Moralistas, perdoai! Obedeci....

Realidade

Em ti o meu olhar fez-se alvorada

E a minha voz fez-se gorgeio de ninho...

E a minha rubra boca apaixonada

Teve a frescura pálida do linho...




Embriagou-me o teu beijo como um vinho

Fulvo de Espanha, em taça cinzelada...

E a minha cabeleireira desatada

Pôs a teus pés a sombra dum caminho...




Minhas pálpebras são cor de verbena,

Eu tenho os olhos garços, sou morena,

E para te encontrar foi que eu nasci...




Tens sido vida fora o meu desejo

E agora, que te falo, que te vejo,

Não sei se te encontrei... se te perdi...

Tua Voz na Primavera

A tua voz na primavera
Manto de seda azul, o céu reflete
Quanta alegria na minha alma vai!
Tenho os meus lábios úmidos: tomai



A flor e o mel que a vida nos promete!
Sinfonia de luz meu corpo não repete
O ritmo e a cor dum mesmo beijo... olhai!




Iguala o sol que sempre às ondas cai,
Sem que a visão dos poentes se complete!
Meus pequeninos seios cor-de-rosa,
Se os roça ou prende a tua mão nervosa,




Têm a firmeza elástica dos gamos...
Para os teus beijos, sensual, flori!
E amendoeira em flor, só ofereço os ramos,
Só me exalto e sou linda para ti!

Primeira Vez...

Uma boca doce que se abre em flor,
Um ventre macio tão acolhedor
Que acende a fogueira da minha paixão...
Te envolvo em carícias, suspiros, delírios,
Flor imaculada, meiga como lírios,
Vou fazer-te amante, minha adoração.



Momento aguardado ansiosamente,
Expectativas uniram a gente
E em áureas magias o amor se fez...
Foi tanta delícia, juntos, abraçados,
Que ainda em êxtase, já realizados,
Celebramos, ébrios, a primeira vez...

Desconhecida...

Um olhar sensual, de pantera no cio,
Trejeitos no andar, um sorriso macio,
E eu logo me deixo envolver feito louco.
Ao primeiro abraço, num toque sutil,
Vou despindo teu ser, meus desejos a mil,
E sou teu, me devoras, me tens só pra ti... pouco a pouco.

Quem és tu, donde vens, adorável pantera,
Mistura de anjo, de gata, de fera,
Que mistério é esse que me enfeitiça?
Enquanto teu corpo me aceita carente,
Me derreto em prazeres, deliciosamente,
No incêndio que esta fagulha atiça.

Sabor do pecado...

Tens um odor encantado,
Meu objeto adorado,
Colibri dos dias meus...
Se me beijas como à flor,
Eu me entrego com ardor
Ao sabor dos lábios teus.

Nosso caso, apimentado,
Com tempero de pecado,
Transborda em excitação.
No vai-vem dos nossos laços,
No roçar de nossos braços,
Explode esta relação.

O momento mais bonito
É quando vibro e grito
De tanta satisfação...
Nada embota este prazer
Que é a ti pertencer,
Corpo, alma e coração...

Fábrica de amor

O quanto, menina, anseio
Beijar-te toda, teu seio,
Cabelos, pele e boca,
Levar-te ao delírio extremo,
Calar-te enquanto gemo,
Enquanto te faço louca...

Quero adentrar verdejantes
Matas, vales excitantes,
E me perder em desejos...
Quero atar-te junto a mim,
Fazermos amor sem fim,
Me consumir com teus beijos...

Enquanto estivermos longe
Me comporto como um monge,
Apenas ao teu dispor.
És meu sonho desejado,
Meu paraíso encantado,
Minha fábrica de amor!

À flor da pele

Vou deslizando meus dedos por essa estrada sedosa,
Em cada curva que passo, um odor, novas surpresas:
É tua pele macia, horizonte de belezas,
Delícias de minha vida, companheira, saborosa...

Em tua cútis, a boca rastejo, de sul a norte,
Provocando em cada pêlo um gostoso arrepio,
E sinto que te contorces como a gazela no cio,
E te envolvo, faminto, e te abraço bem forte...

Inexplicáveis momentos de ternura, de paixão,
De corpos embriagados, em transe de comoção,
Com gemidos e suspiros saltando à flor da pele...

E prossigo no caminho de mistérios tão infindos,
Amando teu ser completo, fitando teus olhos lindos,
Até que afinal, num beijo, meu prazer tua boca sele...

Possuída

Ahhhhh......
Acolher-te em mim, amado,
Que sensação incrível...
É navegar num mar
Ardente, aprazível,
É notar que, afinal,
Pra isso vale a vida...
É um prazer total
Sentir-me possuída,
É provar as delícias
Aos deuses reservadas,
É fartar o instinto,
Pois com você me sinto
De todas a mulheres
A mais das desejadas...

Esta Saudade

"Esta saudade és tu.. . E é toda feita
de ti, dos teus cabelos, dos teus olhos
que permanecem como estrelas vagas:
dois anseios de amor, coagulados.

Esta saudade és tu ... É esse teu jeito
de pomba mansa nos meus braços quieta;
é a tua voz tecida de silêncio
nas palavras de amor que ainda sussurram.

Esta saudade são teus seios brancos;
tuas carícias que ainda estão comigo
deixando insones todos os sentidos.

Esta saudade és tu ... É a tua falta
viva, em meu corpo, na minha alma, viva,
... enquanto eu morro no meu pensamento.

Lua de Mel

Para nós o tempo a paixão aprimora,
Acelera, inebria, dia-a-dia melhora,
Em intensos momentos de desejo ardente,
Onde os corpos se fundem no ato amoroso
Tradução de ternura, fascínio e gozo,
Que alucinam, inflamam, completam a gente.

Nossas noites transbordam em juras e encantos,
Sutilezas, anseios e carinhos tantos,
Na alcova de prazeres, verdadeiro céu,
Que os dias prosseguem no mesmo compasso,
Delirando de amor, busco teu abraço,
No eterno fascínio de uma lua-de-mel

Minha Deusa

Quando, exaltado, me enrosco em teu corpo
Provocando o frenesi de teus desejos,
É como se adentrasse o portal do paraíso,
E de uma deusa roubasse doces beijos...
.
És minha Vênus, deusa de meus prazeres,
Eu, teu escravo, cativo estou desta paixão
Que me entorpece os sentidos, me alucina,
E a ti me enlaça, na mais perfeita união.
.
De puro néctar, com sabor de ambrosia,
Sugo teus lábios e a pele, de aroma divinal...
A ti me entrego dia e noite, noite e dia,
Desfalecendo num clímax sensacional...
.
Vem, deusa minha, divindade desejada,
Satisfazer minha fatal necessidade,
Que eu em troca te amarei perdidamente,
No céu, na terra, para toda eternidade...

Razões de amor

Gosto de ti desesperadamente:
dos teus cabelos de tarde onde mergulho o rosto,
dos teus olhos de remanso onde me morro e descanso;
dos teus seios de ambrosias, brancos manjares trementes
com dois vermelhos morangos para as minhas alegrias;
de teu ventre - uma enseada - porto sem cais e sem mar -
branca areia à espera da onda que em vaivém vai se espraiar;
de teu quadris, instrumento de tantas curvas, convexo,
de tuas coxas que lembram as brancas asas do sexo;
- do teu corpo só de alvuras - das infinitas ternuras
de tuas mãos, que são ninhos de aconchegos e carinhos,
mãos angorás, que parecem que só de carícias tecem
esses desejos da gente...
Gosto de ti desesperadamente;
gosto de ti, toda, inteira nua, nua, bela, bela,
dos teus cabelos de tarde aos teus pés de Cinderela,
(há dois pássaros inquietos em teus pequeninos pés)
- gosto de ti, feiticeira,
tal como tu és...

Teus Seios...

Teus seios... quando os sinto, quando os beijo
na ânsia febril de amante incontentado,
são pólos recebendo o meu desejo,
nos momentos sublimes de pecado...

E às manhãs... quando acaso, entre lençóis
das roupagens do leito, saltam nus,
lembram, não sei, dois lindos girassóis
fugindo à sombra e procurando a luz!...

Florações róseas de uma carne em flor
que se ostenta a tremer em dois botões
na primavera ardente de um amor
que vive para as nossas sensações...

Túmidos... cheios... palpitantes, como
dois bagos do teu corpo de sereia
,tem um rubro botão em cada pomo
como duas cerejas sobre a areia...

Quando os tenho nas mãos... Quantas delícias!...
Arrepiam-se, trêmulos , sensuais,
e ao contato nervoso das carícias
tocam-me o peito como dois punhais!...

Meu lúbrico prazer sempre consolo
na carne destas ondas revoltadas,
que são como taças emborcadas
no moreno inebriante do teu colo...

Excitação Poética

Quando escrevo, eu me excito
Só, de amor, pensar em ti...
Sinto as entranhas ardendo,
Vou com prazer remoendo
O que contigo vivi.

Ondas de calor me afagam,
Sofro a dor dos desejos.
E cada verso transpira
A excitação que me inspira
A buscar mais por teus beijos.

Cada poema que faço
É como amor fazer:
Tomar-te em mim, amado,
Sentir teu corpo adorado
Penetrando em meu querer...

Rolam as letras que traço
Como rolamos nós dois...
E permanecem mostrando,
Nosso prazer expressando
Antes, durante... e depois...

Uma Mulher

Uma mulher caminha nua pelo quarto
é lenta como a luz daquela estrela
é tão secreta uma mulher que ao vê-la
nua no quarto pouco se sabe dela

a cor da pele, dos pêlos, o cabelo
o modo de pisar, algumas marcas
a curva arredondada de suas ancas
a parte onde a carne é mais branca

uma mulher é feita de mistérios
tudo se esconde: os sonhos, as axilas,
a vagina
ela envelhece e esconde uma menina
que permanece onde ela está agora
o homem que descobre uma mulher
será sempre o primeiro a ver a aurora.

Hábitos de amar

Não é exato que o prazer só perdura.
Muita vez vivido, cresce ainda mais.
Repetir as mil versões prévias, iguais
É aquilo que a nossa atracção segura:

O frêmito do teu traseiro há muito
A pedi-las! Oh, a tua carne é ardil!
E a segunda é, que traz venturas mil,
Que a tua voz presa exija o desfruto!

Esse abrir de joelhos!
Esse deixar-se coitar!
E o tremer, que à minha carne sinal solta
Que saciada a ânsia, logo te volta!
Esse serpear lasso!
As mãos a buscar--Me.
Tua a sorrir!
Ai, vezes que se faça:
Não fossem já tantas,
não tinha tanta graça!

E por que haverias de querer...

E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.

Fome de Amor

Faminto estou de teu prazer, menina,
Desejar-te toda, buscar-te, é minha sina,
Meu objetivo, sonho e projeto.
Em pétalas lascivas
Quero desfolhar-te,
Sugar o teu néctar,
Hei de saciar-te
E realizarmos este amor secreto.
Deixa-me sugar-te, minha flor,
E em troca, me devora, por favor...
Tem pena de mim, do que sinto,
Vem pra saciar-me,
Que de tua carne
Eu estou faminto...

Querer

Quero massagear o teu corpo,
Como se te prestasse um tributo de paixão.
E com minhas mãos, como que num ritual,
Percorrer-te todos os caminhos
E dele extrair a chama da combustão.
E cheirá-la por inteiro,
No ardor de farejar o âmago de tua alma fêmea.
E beijá-la voluptuosamente e com meus lábios
Sorver o suor ensandecido de teus poros
Quero, então, corpos unidos,
Dançar ao som de teus gemidos e sussurros
A dança terna e alucinante do amor.

Mulher

Não quero uma mulher
Que seja gorda ou magra
Ou alta ou baixa
Ou isto e aquilo.

Não quero uma mulher
Mas sim um porto, uma esquina
Onde virar a vida e olhá-la
De dentro para fora.

Não espero uma mulher
Mas um barco que me navegue
Uma tempestade que me aflija
Uma sensualidade que me altere
Uma serenidade que me nine.

Não sonho uma mulher
Mas um grito de prazer
Saindo da boca pendurada
No rosto emoldurado
No corpo que se apoie
Nas pernas que me abracem.

Não sonho nem espero
Nem quero uma mulher
Mas exijo aos meus devaneios
Que encontrem a única
Que quero sonho e espero
Não uma, mas ela.

E sei onde se esconde
E conheço-lhe as senhas
Que a definem. O sexo
Ardente, a volúpia estridente
A carência do espasmo
O Amor com o dedo no gatilho.

Só quero essa mulher
Com todos seus desertos
Onde descansar a minha pele
Exausta e a minha boca sedenta
E a minha vontade faminta
E a minha urgência aflita
E a minha lágrima austera
E a minha ternura eloquente.

Sim, essa mulher que me excite
Os vinte e nove sentidos
A única a saber
O que dizer
Como fazer
Quando parar
Onde Esperar.

Essa a mulher que espero
E não espero
Que quero e não quero
Essa mulherportoesquina
Que desejo e não desejo
Que outro a tenha.

Que seja alta ou baixa
Isto ou aquilo
Mas que seja ela
Aquela que seja minha
E eu seja dela
Que seja eu e ela
Euela eu lá nela
Que sejamos ela.

E eu então terei encontrado
A mulher que não procuro
O barco, a esquina, Você.
Sim, você, que espreita
Do outro lado da esquina, no cais,
A chegada do marinheiro
Como quem apenas me espera.

Então nos amarraremos sem vergonha
À luz dos holofotes dos teus olhos,
E procriaremos gritos e gemidos
Que iluminarão todas as esquinas.

Será o momento de dizer
Achei/achamos amei/amamos
E por primeira vez vocalizar o
Somos, pluralizando-nos
Na emoção do encontro.

Essa a mulher
que não procuro
nem espero.
Você, viu? Você!

Frenesi

Caminhando pela areia,
Noite clara, lua cheia,
Encontrei teu lindo rastro;
Fui seguindo, peito a arfar,
Até enfim te encontrar,
Minha flor de alabastro...

Acerquei-me de mansinho,
Mas vi crescer meu carinho,
Com fúria de vendaval...
Debrucei-te junto ao mar,
Também a me desejar,
Imersa em paixão total...


Num momento de magia,
Beijei tua boa macia,
Pressionando os seios teus...
Com ardor, te possuí
Como nunca e me senti
Do amor, verdadeiro deus!

Tentação

Não me tente, ó menina,
Com essa beleza divina
Que me mostra, quase nua...
Não me tente, que enlouqueço,
E dos pudores esqueço,
Ante o que me insinua...

Há tempos que a desejo,
Sonho doido com seu beijo,
Sua boca de sedução...
E agora a vejo assim,
Projetar-se sobre mim,
Com tanta provocação...

Se me tenta, desejosa,
Qual uma gata manhosa,
Com tanta desfaçatez,
Vou deitá-la sobre a relva
E qual as feras na selva,
Possuí-la de uma vez!

Esperanto

Não vê? Eu por você já faço tudo
até buscar um curso de esperanto
na rede e estudar um pouco disso
pra realizar a sua fantasia
de aprender e errar e ser punida
por mim, seu professor tradicional
e rijo, além de toda sanidade.

É hilário! E mais hilário é o esperanto
do que o jeito que brincamos disso:
me dá tanto tesão sua bundinha
pedindo a disciplina da minha vara,
ouvir você gritar, gemer baixinho,
dizendo que merece meu castigo
na carne, pra deixar de ser burrinha.

E dar também, é claro!, a recompensa
a que você faz jus, quando, aplicada,
consegue adivinhar meu pensamento e
responde essas perguntas impossíveis
que fiz. E agora busco com a boca
a tua xaninha doce pra te dar
meus beijos e lambidas caprichados.

E, hum!, morder de leve seu pescoço,
depois mais forte pra deixar as marcas
dos dentes na sua nuca arrepiada,
os seios engolir, os seu mamilos
os ombros, a barriga, as omoplatas,
sentir a sua excitação crescendo
no gozo que lhe dá ser devorada.

E o meu desejo teso, latejante,
só quer agora estar agasalhado
no aquoso paraíso que habita
no vão convidativo das suas coxas.
Penetro, então, e isso é mais gostoso,
que tudo até aqui, tão bem tramado.

Mover-me, em você sentir a vulva
pulsando, alcançando seu orgasmo,
sentir os seus espasmos, seus tremores,
os seus vagidos, o seu corpo alucinado
relaxa, de repente, sob o meu.
E agora devo ser recompensado.

Entrego, pois, meu sexo à sua boca
pra derramar no fundo da garganta
os frutos desse amor realizado.
Você me bebe cuidadosa, limpa
a mim, que então a aninho nos meus braços
pra recolher, num beijo fundo e denso,
o gosto do meu sêmen dos seus lábios.

Ah, o esperanto pode ser a língua
universal nos tempos do futuro
mas, hoje, universal é a linguagem
em que nossos fetiches se completam:
Você me faz feliz, feliz te faço,
e juntos a brincar não somos tristes!
"Danko, Dio!", essa mulher existe.

O fogo que na branda cera ardia

O fogo que na branda cera ardia,
Vendo o rosto gentil que eu na alma vejo,
Se acendeu de outro fogo do desejo,
Por alcançar a luz que vence o dia.

Como de dous ardores se incendia,
Da grande impaciência fez despejo,
E, remetendo com furor sobejo,
Vos foi beijar na parte onde se via.

Ditosa aquela flama, que se atreve
A apagar seus ardores e tormentos
Na vista de que o mundo tremer deve!

Namoram-se, Senhora, os Elementos
De vós, e queima o fogo aquela neve
Que queima corações e pensamentos

Te molhar

Quem me dera ser água
Água de suor
Água de banho
Água de chuva
Água de lágrima para rolar em teu corpo
te sentir
te molhar
e depois meu corpo ser sol para te secar.

Corpo memória

Dedicado a Inês Mendes)

Teu corpo é cobra quando enrolas no meu,
teus lábios mel tocando os meus,
tua pele brasa, teus seios carne, pecado, desejo.
Teu sexo fonte,
de onde vou beber,
me molhar, me limpar, me enlouquecer,
teu corpo é desejo, volúpia,
memória
que nunca vou esquecer.

Sonho e poesia

Te vendo ali deitado
tão calmo e sereno
tive vontade de deitar
ao teu lado...

Como sentindo o meu olhar
distante, observando teu
corpo nu, sorriu suavemente
abrindo os olhos a me fitar...

Como num sonho suave de
amor fui andando lentamente
em tua direção fitando teus
olhos a me esperar...

Te vendo ali deitado tão
perto e tão longe...tive
vontade de jogar-me
nos teus braços...

Como que sentindo o
meu desejo saltitante
e me sentindo tão sua,
foi calmamente me abrindo teus
braços...

Como num sonho suave
de amor, fui me entregando aos
desejos nos teus olhos,
fui me deixando abraçar
pelo teu corpo...

E ali deitada em teus
braços fui sentindo o
calor dos teus lábios,
a doçura das tuas mãos,
a firmeza do teu corpo...

E ali deitada ardendo em
desejos, te amo calma e feroz,
tomando o teu corpo no meu,
sentindo teu coração disparar
querendo-me tua...

E ali deitada confundindo
nossos corpos, te sinto por
inteiro, sem medo e sem pudor
te aconchego suavemente e em
movimentos lentos e ritmados
te levo a loucura e me deixo levar...

E ali deitada entre beijos
e sorrisos, entre desejos e carinhos,
sou tua... e sentindo meu corpo
desfalecer, me inunda de vida e amor...

Me faz sorrir e até chorar,
me faz amar!

O que se passa na cama

O que se passa na cama
é segredo de quem ama.)

É segredo de quem ama
não conhecer pela rama
gozo que seja profundo,
elaborado na terra
e tão fora deste mundo
que o corpo, encontrando o corpo
e por ele navegando,
atinge a paz de outro horto,
noutro mundo: paz de morto,
nirvana, sono do pênis.

Ai, cama canção de cuna,
dorme, menina, nanana,
dorme onça suçuarana,
dorme cândida vagina,
dorme a última sirena
ou a penúltima… O pênis
dorme, puma, americana
fera exausta. Dorme, fulva
grinalda de tua vulva.

E silenciem os que amam,
entre lençol e cortina
ainda úmidos de sêmen,
estes segredos de cama.

Amor, pois que é palavra essencial

Amor – pois que é palavra essencial
comece esta canção e toda a envolva.
Amor guie o meu verso, e enquanto o guia,
reúna alma e desejo, membro e vulva.

Quem ousará dizer que ele é só alma?
Quem não sente no corpo a alma expandir-se
até desabrochar em puro grito
de orgasmo, num instante de infinito?

O corpo noutro corpo entrelaçado,
fundido, dissolvido, volta à origem
dos seres, que Platão viu completados:
é um, perfeito em dois; são dois em um.

Integração na cama ou já no cosmo?
Onde termina o quarto e chega aos astros?
Que força em nossos flancos nos transporta
a essa extrema região, etérea, eterna?

Ao delicioso toque do clitóris,
já tudo se transforma, num relâmpago.
Em pequenino ponto desse corpo,
a fonte, o fogo, o mel se concentraram.

Vai a penetração rompendo nuvens
e devassando sóis tão fulgurantes
que nunca a vista humana os suportara,
mas, varado de luz, o coito segue.

E prossegue e se espraia de tal sorte
que, além de nós, além da prórpia vida,
como ativa abstração que se faz carne,
a idéia de gozar está gozando.

E num sofrer de gozo entre palavras,
menos que isto, sons, arquejos, ais,
um só espasmo em nós atinge o climax:
é quando o amor morre de amor, divino.

Quantas vezes morremos um no outro,
no úmido subterrâneo da vagina,
nessa morte mais suave do que o sono:
a pausa dos sentidos, satisfeita.

Então a paz se instaura. A paz dos deuses,
estendidos na cama, qual estátuas
vestidas de suor, agradecendo
o que a um deus acrescenta o amor terrestre.

Para o sexo a expirar

Para o sexo a expirar, eu me volto, expirante.
Raiz de minha vida, em ti me enredo e afundo.
Amor, amor, amor - o braseiro radiante
que me dá, pelo orgasmo, a explicação do mundo.

Pobre carne senil, vibrando insatisfeita,
a minha se rebela ante a morte anunciada.
Quero sempre invadir essa vereda estreita
onde o gozo maior me propicia a amada.

Amanhã, nunca mais. Hoje mesmo, quem sabe?
enregela-se o nervo, esvai-se-me o prazer
antes que, deliciosa, a exploração acabe.

Pois que o espasmo coroe o instante do meu termo,
e assim possa eu partir, em plenitude o ser,
de sêmen aljofrando o irreparável ermo.

Em teu crespo jardim,

Em teu crespo jardim, anêmonas castanhas
detêm a mão ansiosa: Devagar.
Cada pétala ou sépala seja lentamente
acariciada, céu; e a vista pouse,
beijo abstrato, antes do beijo ritual,
na flora pubescente, amor; e tudo é sagrado.

O chão é cama

O chão é cama para o amor urgente,
amor que não espera ir para a cama.
Sobre tapete ou duro piso, a gente
compõe de corpo e corpo a úmida trama.

E para repousar do amor, vamos à cama.