domingo, 20 de junho de 2010

Realidade

Em ti o meu olhar fez-se alvorada

E a minha voz fez-se gorgeio de ninho...

E a minha rubra boca apaixonada

Teve a frescura pálida do linho...




Embriagou-me o teu beijo como um vinho

Fulvo de Espanha, em taça cinzelada...

E a minha cabeleireira desatada

Pôs a teus pés a sombra dum caminho...




Minhas pálpebras são cor de verbena,

Eu tenho os olhos garços, sou morena,

E para te encontrar foi que eu nasci...




Tens sido vida fora o meu desejo

E agora, que te falo, que te vejo,

Não sei se te encontrei... se te perdi...

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